Uma solução chamada Casa de Vegetação - Um “inverno” de problemas no campo
Com as suas particularidades próprias, o agricultor acrea-no é um dos que mais sofrem com as constantes chuvas, por ser um dos estados com maior índice de água de chuva do país. Por isso mesmo há a necessidade de evitar tanta perda de lavoura, principalmente quem trabalha com hortaliças.
Inspirada em um projeto do município do Bujari, engenheiros e técnicos agrícolas da Secretaria Municipal de Agricultura e Floresta (Safra), aprimoraram a “Casa de Vegetação”, uma estufa que protege a plantação de hortaliça das chuvas de inverno. O objetivo é proteger as hortaliças das chuvas, mas, segundo alguns colonos com quase dois anos inseridos no projeto, também serve para proteger do sol.
Mário Jorge Fadel, secretário do Safra, explica que em algumas culturas de plantio a perda da produção fica entre 75 a 80%, enquanto outras nem mesmo a produção se torna viável. “A perda ultrapassa 50% com a cebolinha e coentro. Outras culturas, como tomate, cenoura, beterraba, couve e outros, fica quase impossível o cultivo, isso sem mencionar no aumento do valor na mão-de-obra”, disse o secretário, referindo-se ao fato de que a capina no período de chuva deve ser semanal, para evitar o crescimento do mato.
O produtor e também presidente da Associação do Pólo Agroflorestal Benfica, Francisco Mota da Silva, garante que fora das Casas de Vegetação, devido as constantes chuvas nos meses de novembro a maio, fica quase impraticável o plantio, insuficiente para o próprio sustento. “Já sentimos o impacto, a melhora e a experiência embaixo da proteção ajuda principalmente na chuva, mas também no sol, pois não sei se é o excesso de calor nos últimos anos, o alface plantado na casa cresce mais”, disse.
O engenheiro florestal Luciano Alves Dias explica que as Casas de Vegetação é uma parceria entre o Safra e o produtor, que dá sua contrapartida na construção. “O projeto foi inserido no PGP (Programa de Gestão Participativa), principalmente nos pólos, mais com hortaliças, onde o Safra dátodo o apoio técnico para seu sucesso”, disse.
O programa da Casa de Vegetação foi inserido inicialmente em cinco pólos - Benfica, Custódio Freire, Geraldo Mesquita, Geraldo Fleming e Hélio Pimenta -, porém outras comunidades também estão recebendo os kits para a confecção. A aceitação tem sido plena dos agricultores, segundo os técnicos. “Subimos o número de famílias atendidas para 98 famí-lias, mas a expectativa é beneficiar 147 famílias, pois estamos fazendo o remanejamento de material, ou seja, quem tem bomba, passamos para outro, quem tem mangueira, o mesmo, e as lonas temos sobrando, o que possibilita esse aumento”, explica o engenheiro.
Micro trator – Dentro do projeto, o município tem disponibilizado também para os agricultores um micro trator Tobata. Ele serve para preparar as fileiras para o plantio das hortaliças, facilitando muito nas Casas, pois a hora trabalhada pelo micro trator equivale a 25h de trabalho do agricultor. “É um grande salto de tecnologia para eles, pois o Tobata já deixa a fileira no tamanho certo para o plantio (um metro de largura”, disse o engenheiro.
Material do kit para construir uma Casa
A Secretaria entra com um kit completo para a construção de uma Casa de Vegetação, composta por: 200m² de lona plástica (PVC 150 micras), 100m de mangueira de uma polegada para irrigação, 20 micros aspersores (utilizados na mangueira para distribuição da água na horta), uma caixa de água de 1.000lts além de uma bomba de 1CV (uma polegada de sucção e uma polegada de decalque). A contrapartida do produtor é a madeira para a construção da Casa.
“Mesmo na madeira temos auxiliado. Alguns produtores que não tinham como conseguir comprar ou extrair, a Safra conseguiu junto ao Ibama um convênio para receber a doação de madeira apreendida, que é destinada para a construção de algumas Casas”, reforça Lucia-no. “Cada kit sai para a Secretaria em torno de R$ 1.800, mas o importante é que a partir da construção da primeira, os produtores vendo a melhoria da produção, tem replicado (construído outras)”, ressalta o engenheiro.
A estufa, da Casa, tem 30 metros de comprimento, por cinco metros de largura. No pé direito tem 2,30 metros, a lateral fica com 1,60 metro. O sistema de irrigação fica a 1,5 metro do solo, acima das hortaliças. O sistema de distribuição de água, utilizando a pulverização, reduz a quantidade de água, gastando menos por hectare, porém o necessário para a planta se desenvolver.
Mulher no campo: dupla jornada
A vida da mulher na zona rural não muda muito da que passam elas na zona urbana, pelo menos as que querem, além de serem “donas do lar”, auxiliar a renda da família, trabalhando fora. O exemplo é a agricultora e dona-de-casa Sandra Maria Araújo que, nos últimos três anos, auxilia na produção de hortaliças na horta familiar.
A média colhida de pés de couves pela família é entre 400 a 900 nos dias de entrega na cidade. “Durante a semana trabalhamos eu, meu marido (Ilário) e meu filho (Joscicley), mas no final de semana, como a produção é grande, ‘pegamos’ mais um ou dois para trabalhar amarrando os couves”, explica Sandra.
Ilário acorda mais cedo, por volta das 5h, enquanto Sandra levanta por volta das 6h. “Só que quando acordo pego direto até às 8h da noite (20h), sem parar”, explica. “Tem hora que dá vontade de parar, mas foi o serviço que Deus nos deu e temos que conciliar uma coisa com a outra para ajudar a família”, desabafa.
Porém foi justamente a iniciativa de Sandra quem iniciou o comércio. Começou no curso de horticultura, onde foi contemplada com uma Casa de Vegetação. “O inverno é rigoroso, a perda fora da casa é grande, e a ‘estufa’ ajuda para não ter desperdício”, disse a agricultora, lembrando que as apostilas e a passagem dos técnicos agrícolas contribuíram muito no sucesso das plantações.
Caminhoneiros na “estrada da vida”
Nesta grande ciranda de escoamento das hortaliças, nos pólos, os caminhoneiros acabam se tornando um fator de ligação entre o produto e as feiras e mercados de Rio Branco. Com oito caminhões a disposição da Safra - seis grandes e dois pequenos -, os horários e as localizações levam os motoristas para percursos quase que impossíveis de percorrer, mesmo para carros adaptados para a lama, uma constante na região amazônica.
De terça-feira a domingo, os caminhoneiros saem nas primeiras horas do dia, quando a escuridão e o rádio são seus únicos companheiros. Alguns, por volta das 3h, se “despedem” de seus lares, outros ainda mais cedo para, às 4h30 já estarem voltando dos ramais para as feiras, como Elias Mansour, Estação, Terminal (Feira dos Produtos Orgânicos).
Em algumas localidades, o caminhão faz a primeira passagem por volta das 3h (sábado e domingo) e 4h30 (terça a sexta-feira), fazendo a segunda, do mesmo dia, por volta das 11h. O técnico agrícola José Maria, que por várias vezes acompanha o caminhão, para a vistoria de algumas plantações, lembra que a chuva, quando forte, impede a passagem de qualquer veículo.
Quando da passagem da reportagem de A GAZETA e da equipe do Safra, a L-200 acabou provando a força do rigoroso inverno amazônico, sendo preciso a intervenção de um caminhão para desatolar o veículo. “No ano passado a gente ficava com a chave do trator para ir buscar os caminhões atolados nos ramais”, lembra o chefe dos caminhoneiros, João.
O ponto mais extremo que os caminhoneiros do projeto tem que se deslocar é no Ramal do Espalha, no km 130 da Transacreana, rumo ao final da estrada da Sobral. “São quase 1h30 para chegar no final do ramal e se cair chuva não tem como chegar”, lamenta da dificuldade o caminhoneiro.
Material do kit para construir uma Casa
A Secretaria entra com um kit completo para a construção de uma Casa de Vegetação, composta por: 200m² de lona plástica (PVC 150 micras), 100m de mangueira de uma polegada para irrigação, 20 micros aspersores (utilizados na mangueira para distribuição da água na horta), uma caixa de água de 1.000lts além de uma bomba de 1CV (uma polegada de sucção e uma polegada de decalque). A contrapartida do produtor é a madeira para a construção da Casa.
“Mesmo na madeira temos auxiliado. Alguns produtores que não tinham como conseguir comprar ou extrair, a Safra conseguiu junto ao Ibama um convênio para receber a doação de madeira apreendida, que é destinada para a construção de algumas Casas”, reforça Lucia-no. “Cada kit sai para a Secretaria em torno de R$ 1.800, mas o importante é que a partir da construção da primeira, os produtores vendo a melhoria da produção, tem replicado (construído outras)”, ressalta o engenheiro.
A estufa, da Casa, tem 30 metros de comprimento, por cinco metros de largura. No pé direito tem 2,30 metros, a lateral fica com 1,60 metro. O sistema de irrigação fica a 1,5 metro do solo, acima das hortaliças. O sistema de distribuição de água, utilizando a pulverização, reduz a quantidade de água, gastando menos por hectare, porém o necessário para a planta se desenvolver.
Compra Direta ajuda na renda
O produtor que faz parte do projeto ainda tem um incentivo que garante sua fonte de renda. Trata-se da Compra Direta, onde o produtor entrega por ano mercadoria no valor de R$ 3,5 mil para o programa do Governo Federal, o Fome Zero.
A Compra Direta é feita pela Secretaria Municipal de Agricultura junto ao produtor, após este se cadastrar na Declaração de Aptidão (DAP). Isso tranquiliza o produtor, pois de 30 a 40% do que produzir já tem destino certo.
“O restante do que produzem, em torno de 70%, vão para as feiras de bairros, outros tem entregas diretas para supermercados da Capital (nos supermercados são feitas comodato, onde o que não se vende é devolvido ao produtor)”, explica Luciano Dias.
As principais hortaliças produzidas são: tomate (unidade experimental), cebolinha, couve, pimenta de cheiro, alface, rúcula, macaxeira, quiabo, abóbora e salsa. Além das hortaliças, os produtores trabalham nos pólos também com outros produtos, como no Benfica. Lá são produzidas em média de 800 a 1000 kg de goma de mandioca semanais.
Localidades atendidas com kits
Já receberam os kits na Capital: Hélio Pimenta, Taquari, Barro Vermelho, Custódio Freire, Geraldo Mesquita, Geraldo Fleming, Ramal do Cacau, Catuaba, Ramal da Galiléia, Jarbas Passarinho e Vista Alegre.
Ainda vão ser atendidos: Raimundo Hermínio de Melo, Liberdade, Mauro Teles, Extrema, Apolônio Sales, Boa Água, Ramal do Mutum, Colibri, Limoeiro, além de escolas e instituições.
NÚMERO
15 mil pés de alface são retirados em média por ano das Casas de Vegetação. Neste período, a Casa passa por oito ciclos (épocas de plantio e colheitas).
Inspirada em um projeto do município do Bujari, engenheiros e técnicos agrícolas da Secretaria Municipal de Agricultura e Floresta (Safra), aprimoraram a “Casa de Vegetação”, uma estufa que protege a plantação de hortaliça das chuvas de inverno. O objetivo é proteger as hortaliças das chuvas, mas, segundo alguns colonos com quase dois anos inseridos no projeto, também serve para proteger do sol.
Mário Jorge Fadel, secretário do Safra, explica que em algumas culturas de plantio a perda da produção fica entre 75 a 80%, enquanto outras nem mesmo a produção se torna viável. “A perda ultrapassa 50% com a cebolinha e coentro. Outras culturas, como tomate, cenoura, beterraba, couve e outros, fica quase impossível o cultivo, isso sem mencionar no aumento do valor na mão-de-obra”, disse o secretário, referindo-se ao fato de que a capina no período de chuva deve ser semanal, para evitar o crescimento do mato.
O produtor e também presidente da Associação do Pólo Agroflorestal Benfica, Francisco Mota da Silva, garante que fora das Casas de Vegetação, devido as constantes chuvas nos meses de novembro a maio, fica quase impraticável o plantio, insuficiente para o próprio sustento. “Já sentimos o impacto, a melhora e a experiência embaixo da proteção ajuda principalmente na chuva, mas também no sol, pois não sei se é o excesso de calor nos últimos anos, o alface plantado na casa cresce mais”, disse.
O engenheiro florestal Luciano Alves Dias explica que as Casas de Vegetação é uma parceria entre o Safra e o produtor, que dá sua contrapartida na construção. “O projeto foi inserido no PGP (Programa de Gestão Participativa), principalmente nos pólos, mais com hortaliças, onde o Safra dátodo o apoio técnico para seu sucesso”, disse.
O programa da Casa de Vegetação foi inserido inicialmente em cinco pólos - Benfica, Custódio Freire, Geraldo Mesquita, Geraldo Fleming e Hélio Pimenta -, porém outras comunidades também estão recebendo os kits para a confecção. A aceitação tem sido plena dos agricultores, segundo os técnicos. “Subimos o número de famílias atendidas para 98 famí-lias, mas a expectativa é beneficiar 147 famílias, pois estamos fazendo o remanejamento de material, ou seja, quem tem bomba, passamos para outro, quem tem mangueira, o mesmo, e as lonas temos sobrando, o que possibilita esse aumento”, explica o engenheiro.
Micro trator – Dentro do projeto, o município tem disponibilizado também para os agricultores um micro trator Tobata. Ele serve para preparar as fileiras para o plantio das hortaliças, facilitando muito nas Casas, pois a hora trabalhada pelo micro trator equivale a 25h de trabalho do agricultor. “É um grande salto de tecnologia para eles, pois o Tobata já deixa a fileira no tamanho certo para o plantio (um metro de largura”, disse o engenheiro.
Material do kit para construir uma Casa
A Secretaria entra com um kit completo para a construção de uma Casa de Vegetação, composta por: 200m² de lona plástica (PVC 150 micras), 100m de mangueira de uma polegada para irrigação, 20 micros aspersores (utilizados na mangueira para distribuição da água na horta), uma caixa de água de 1.000lts além de uma bomba de 1CV (uma polegada de sucção e uma polegada de decalque). A contrapartida do produtor é a madeira para a construção da Casa.
“Mesmo na madeira temos auxiliado. Alguns produtores que não tinham como conseguir comprar ou extrair, a Safra conseguiu junto ao Ibama um convênio para receber a doação de madeira apreendida, que é destinada para a construção de algumas Casas”, reforça Lucia-no. “Cada kit sai para a Secretaria em torno de R$ 1.800, mas o importante é que a partir da construção da primeira, os produtores vendo a melhoria da produção, tem replicado (construído outras)”, ressalta o engenheiro.
A estufa, da Casa, tem 30 metros de comprimento, por cinco metros de largura. No pé direito tem 2,30 metros, a lateral fica com 1,60 metro. O sistema de irrigação fica a 1,5 metro do solo, acima das hortaliças. O sistema de distribuição de água, utilizando a pulverização, reduz a quantidade de água, gastando menos por hectare, porém o necessário para a planta se desenvolver.
Mulher no campo: dupla jornada
A vida da mulher na zona rural não muda muito da que passam elas na zona urbana, pelo menos as que querem, além de serem “donas do lar”, auxiliar a renda da família, trabalhando fora. O exemplo é a agricultora e dona-de-casa Sandra Maria Araújo que, nos últimos três anos, auxilia na produção de hortaliças na horta familiar.
A média colhida de pés de couves pela família é entre 400 a 900 nos dias de entrega na cidade. “Durante a semana trabalhamos eu, meu marido (Ilário) e meu filho (Joscicley), mas no final de semana, como a produção é grande, ‘pegamos’ mais um ou dois para trabalhar amarrando os couves”, explica Sandra.
Ilário acorda mais cedo, por volta das 5h, enquanto Sandra levanta por volta das 6h. “Só que quando acordo pego direto até às 8h da noite (20h), sem parar”, explica. “Tem hora que dá vontade de parar, mas foi o serviço que Deus nos deu e temos que conciliar uma coisa com a outra para ajudar a família”, desabafa.
Porém foi justamente a iniciativa de Sandra quem iniciou o comércio. Começou no curso de horticultura, onde foi contemplada com uma Casa de Vegetação. “O inverno é rigoroso, a perda fora da casa é grande, e a ‘estufa’ ajuda para não ter desperdício”, disse a agricultora, lembrando que as apostilas e a passagem dos técnicos agrícolas contribuíram muito no sucesso das plantações.
Caminhoneiros na “estrada da vida”
Nesta grande ciranda de escoamento das hortaliças, nos pólos, os caminhoneiros acabam se tornando um fator de ligação entre o produto e as feiras e mercados de Rio Branco. Com oito caminhões a disposição da Safra - seis grandes e dois pequenos -, os horários e as localizações levam os motoristas para percursos quase que impossíveis de percorrer, mesmo para carros adaptados para a lama, uma constante na região amazônica.
De terça-feira a domingo, os caminhoneiros saem nas primeiras horas do dia, quando a escuridão e o rádio são seus únicos companheiros. Alguns, por volta das 3h, se “despedem” de seus lares, outros ainda mais cedo para, às 4h30 já estarem voltando dos ramais para as feiras, como Elias Mansour, Estação, Terminal (Feira dos Produtos Orgânicos).
Em algumas localidades, o caminhão faz a primeira passagem por volta das 3h (sábado e domingo) e 4h30 (terça a sexta-feira), fazendo a segunda, do mesmo dia, por volta das 11h. O técnico agrícola José Maria, que por várias vezes acompanha o caminhão, para a vistoria de algumas plantações, lembra que a chuva, quando forte, impede a passagem de qualquer veículo.
Quando da passagem da reportagem de A GAZETA e da equipe do Safra, a L-200 acabou provando a força do rigoroso inverno amazônico, sendo preciso a intervenção de um caminhão para desatolar o veículo. “No ano passado a gente ficava com a chave do trator para ir buscar os caminhões atolados nos ramais”, lembra o chefe dos caminhoneiros, João.
O ponto mais extremo que os caminhoneiros do projeto tem que se deslocar é no Ramal do Espalha, no km 130 da Transacreana, rumo ao final da estrada da Sobral. “São quase 1h30 para chegar no final do ramal e se cair chuva não tem como chegar”, lamenta da dificuldade o caminhoneiro.
Material do kit para construir uma Casa
A Secretaria entra com um kit completo para a construção de uma Casa de Vegetação, composta por: 200m² de lona plástica (PVC 150 micras), 100m de mangueira de uma polegada para irrigação, 20 micros aspersores (utilizados na mangueira para distribuição da água na horta), uma caixa de água de 1.000lts além de uma bomba de 1CV (uma polegada de sucção e uma polegada de decalque). A contrapartida do produtor é a madeira para a construção da Casa.
“Mesmo na madeira temos auxiliado. Alguns produtores que não tinham como conseguir comprar ou extrair, a Safra conseguiu junto ao Ibama um convênio para receber a doação de madeira apreendida, que é destinada para a construção de algumas Casas”, reforça Lucia-no. “Cada kit sai para a Secretaria em torno de R$ 1.800, mas o importante é que a partir da construção da primeira, os produtores vendo a melhoria da produção, tem replicado (construído outras)”, ressalta o engenheiro.
A estufa, da Casa, tem 30 metros de comprimento, por cinco metros de largura. No pé direito tem 2,30 metros, a lateral fica com 1,60 metro. O sistema de irrigação fica a 1,5 metro do solo, acima das hortaliças. O sistema de distribuição de água, utilizando a pulverização, reduz a quantidade de água, gastando menos por hectare, porém o necessário para a planta se desenvolver.
Compra Direta ajuda na renda
O produtor que faz parte do projeto ainda tem um incentivo que garante sua fonte de renda. Trata-se da Compra Direta, onde o produtor entrega por ano mercadoria no valor de R$ 3,5 mil para o programa do Governo Federal, o Fome Zero.
A Compra Direta é feita pela Secretaria Municipal de Agricultura junto ao produtor, após este se cadastrar na Declaração de Aptidão (DAP). Isso tranquiliza o produtor, pois de 30 a 40% do que produzir já tem destino certo.
“O restante do que produzem, em torno de 70%, vão para as feiras de bairros, outros tem entregas diretas para supermercados da Capital (nos supermercados são feitas comodato, onde o que não se vende é devolvido ao produtor)”, explica Luciano Dias.
As principais hortaliças produzidas são: tomate (unidade experimental), cebolinha, couve, pimenta de cheiro, alface, rúcula, macaxeira, quiabo, abóbora e salsa. Além das hortaliças, os produtores trabalham nos pólos também com outros produtos, como no Benfica. Lá são produzidas em média de 800 a 1000 kg de goma de mandioca semanais.
Localidades atendidas com kits
Já receberam os kits na Capital: Hélio Pimenta, Taquari, Barro Vermelho, Custódio Freire, Geraldo Mesquita, Geraldo Fleming, Ramal do Cacau, Catuaba, Ramal da Galiléia, Jarbas Passarinho e Vista Alegre.
Ainda vão ser atendidos: Raimundo Hermínio de Melo, Liberdade, Mauro Teles, Extrema, Apolônio Sales, Boa Água, Ramal do Mutum, Colibri, Limoeiro, além de escolas e instituições.
NÚMERO
15 mil pés de alface são retirados em média por ano das Casas de Vegetação. Neste período, a Casa passa por oito ciclos (épocas de plantio e colheitas).
Última atualização (Sáb, 13 de Março de 2010 21:28)
