PostHeaderIcon Os municípios acreanos

Confira um resumo sobre os municípios acreanos

Rio Branco

As origens da cidade de Rio Branco remontam à chegada do seringalista Neutel Maia subindo o Rio Acre com seus trabalhadores para fundar um seringal no território ocupado pelos índios Apurinã. Em 28 de dezembro de 1882, eles ancoraram seu barco nas margens do rio Acre, aos pés de uma grande gameleira. No local foi implantado um seringal à margem direita do Rio Acre com o nome Volta da Empreza (hoje Segundo Distrito).

Próximo à centenária árvore, que se constitui o marco da fundação da cidade, ocorreram dois combates importantes da Revolução Acreana: o primeiro vencido pelos bolivianos e o segundo pelos brasileiros, ambos em 1902. Posteriormente foi instalado outro seringal na margem esquerda do rio, com o nome de Empreza (local onde está situado hoje o Palácio Rio Branco).

Em 1904, o seringal Volta da Empreza passou a ser chamado de Vila Rio Branco, onde foi instalada provisoriamente a sede da prefeitura. Em 1909, o prefeito mudou a sede para o seringal Empreza, que recebeu o nome de Pennápolis homenageando o então presidente Affonso Penna. Em 1912, o município de Rio Branco recebeu seu nome definitivo em homenagem ao Barão do Rio Branco. Até 1920, a cidade de Rio Branco era sede apenas da capital de todo o território, consolidando sua liderança política e econômica sobre toda a região.

Ao longo de sua história, Rio Branco abrigou migrantes de diversas origens: nordestinos, índios, sírio-libaneses, cariocas, portugueses, gaúchos, italianos, amazonenses, espanhóis, etc. Isto contribuiu para que o município se transformasse no maior centro populacional, comercial, cultural, político e industrial do Estado. A maior expressão do peso econômico da capital é a feira de negócios, a Expoacre, realizada anualmente no pavilhão de exposições do município.

Rio Branco conta com um centro histórico, um patrimônio arquitetônico e histórico revitalizado, como o Calçadão da Gameleira, a rua Epaminondas Jácome, o Mercado Velho, o Palácio Rio Branco, o Palácio da Justiça, a Praça da Revolução, entre outros.

Rio Branco possui um grande número de bairros devido a um intenso processo migratório ocorrido nos anos de 1970. Isto fez a cidade concentrar metade da população de todo o Estado.

Ocupa o quinto lugar no Estado em extensão territorial. O município de Rio Branco limita-se ao norte com os municípios de Bujari e Porto Acre; ao sul com os municípios de Xapuri e Capixaba; a leste, com o município de Senador Guiomard e a oeste, com o município de Sena Madureira.

Cruzeiro do Sul

Fundada pelo General Thaumaturgo de Azevedo, como capital do departamento do Alto Juruá, a cidade ocupou inicialmente o lugar chamado de Invencível. A atual sede deste município foi estabelecida posteriormente no dia 28 de setembro de 1904, na margem esquerda do Rio Juruá, onde foi desapropriado o seringal Centro-Brasileiro. O seu nome faz referência à constelação de Cruzeiro do Sul. O fundador da cidade também estabeleceu o traçado urbano inicial, com largos bulevares e quarteirões bem definidos. Por causa da quantidade de igarapés que cortam a cidade, ela foi tratada nos anos iniciais, como a Veneza Acreana.

A região foi visitada por brancos pela primeira vez por volta de 1857, que se depararam com a resistência das tribos indígenas locais no Estirão do Nauas (hoje parte do município de Rodrigues Alves) que se tornou limite para ocupação da região. A expressão Terra dos Nauas, como é conhecida a região, mantém viva essa expressão de nativismo e resistência de sua população.

Atualmente, o município de Cruzeiro do Sul é o segundo mais populoso do Acre. Ele representa o pólo econômico do Vale do Juruá e possui uma forte ligação econômica com a cidade de Manaus no Estado do Amazonas, para onde é transportado por balsa o principal produto regional, a famosa farinha de Cruzeiro do Sul.

O município localiza-se no noroeste do Estado e faz limite ao norte, com o Estado do Amazonas; ao sul, com o município de Porto Walter; ao leste, com o município de Tarauacá e a oeste, com os municípios de Mâncio Lima, Rodrigues Alves e com o Peru.

O acesso por terra é possível pela BR 364 durante os meses secos de julho a setembro, por via fluvial (de Manaus) pelo rio Juruá e por via aérea, de Rio Branco, Manaus e Pucallpa no Peru (250 km), com quem a cidade mantém um intercâmbio comercial.

Sena Madureira

A sede deste município foi estabelecida oficialmente em 25 de setembro de 1904 pelo General Siqueira de Menezes (primeiro prefeito Departamental do Alto Purus), na margem esquerda do rio Iaco, onde se localizava o seringal Santa Fé. No tempo áureo da borracha, Sena Madureira foi sede do Departamento do Alto Purus. Neste período, a cidade recebeu investimentos nacionais e estrangeiros para melhorar sua infra-estrutura e poder receber os coronéis da borracha.

Isso a transformou, por certo período, na cidade mais importante politicamente do Estado. O nome da localidade é uma homenagem ao coronel do exército brasileiro que participou da Guerra do Paraguai: Antônio Sena Madureira.

Atualmente, o município é o terceiro mais populoso do Estado e o segundo em extensão territorial. Ele representa o pólo econômico da regional Alto Purus e possui um contato muito forte com a capital, Rio Branco. A rodovia BR 364 que liga os dois municípios é pavimentada, o que facilita o transporte de visitantes e mercadorias.

Sena Madureira limita-se ao norte com o estado do Amazonas; ao sul, com o município de Assis Brasil; a leste, com os municípios de Bujari, Rio Branco, Xapuri e Brasiléia; a oeste com o município de Manuel Urbano e a sudoeste, com a República do Peru.

Xapuri

O povoado surgiu logo depois de Volta da Empreza (Rio Branco), no ano de 1883, em um local estratégico na confluência do rio Xapuri com o rio Acre. A localidade tornou-se um dos principais entrepostos comerciais do Acre no Ciclo da Borracha. Durante o período da Revolução Acreana, Xapuri foi ocupada por autoridades bolivianas que passaram a chamá-la de Mariscal Sucre. Em 6 de agosto de 1903, as tropas do Coronel Plácido de Castro tomaram o povoado marcando o início da última vitoriosa etapa da Revolução Acreana, que culminou com a Anexação do Acre ao Brasil.

Em 1904, Xapuri transformou-se em vila e foi oficializada como município no dia 23 de outubro de 1912. Seu nome deriva da tribo indígena dos “Xapurys”. No inicio do século, passando a município, se destacou na produção de castanha e borracha. Logo foi construída a infra-estrutura, com escolas e casas de comércio. Na década de 1980 a cidade também foi palco do movimento de resistência dos seringueiros em defesa dos seringais nativos da região. O principal líder desse movimento, cuja luta culminou na criação das reservas extrativistas, foi o sindicalista xapuriense Chico Mendes.

Xapuri é um dos municípios mais visitados do Estado por conta, principalmente, dos monumentos históricos da época da Revolução Acreana e da casa onde residia Chico Mendes. Há também novos empreendimentos criados para desenvolver a economia do município. A fábrica de preservativos masculinos, que utiliza o látex extraído dos seringais da região; a fábrica de pisos de madeira, uma pousada ecológica no Seringal Cachoeira; além da indústria moveleira, pecuária extensiva e agricultura de subsistência.

Durante muitos anos Xapuri foi tratada como Princesinha do Acre graças à grande riqueza que ostentava nos anos áureos do Ciclo da Borracha.

A cidade ocupa o nono lugar em população no Estado e a décima segunda posição em área.

O município de Xapuri limita-se ao norte com o município de Rio Branco; ao sul, com o município de Epitaciolândia; a leste, com o município de Capixaba; a oeste, com o município de Sena Madureira e a sudoeste, com o município de Brasiléia.

Brasileia

A origem do município está relacionada ao combate do igarapé Bahia entre brasileiros e bolivianos, vencido pela Bolívia durante a Revolução Acreana (em 1902), delimitando exatamente a fronteira entre esses dois países durante a guerra. Motivado pelos conflitos, o General Pando fundou na margem boliviana do igarapé a cidade de Cobija. Brasiléia originou-se sobre uma pequena faixa de terra do antigo Seringal Carmen, onde foi fundada em 1910, com o nome de Brasília. Alçada à condição de Município em 1938, Brasília passou a se chamar Brasiléia em 1943. O novo nome derivou da união das palavras Brasil (Bras) e Hiléia (floresta). Em 1992, Brasiléia teve sua área dividida para a criação do município de Epitaciolândia. Neste município também teve origem a moderna doutrina do Daime, a partir das atividades dos maranhenses Antonio e André Costa e Raimundo Irineu Serra. A cidade possui uma grande influência econômica do comércio praticado pela Zona Franca do lado boliviano e pela capital Rio Branco. Há um projeto de transformar Brasiléia também em uma Zona Franca Sua economia baseia-se no comércio, na pecuária leiteira e de corte, na agricultura de subsistência e no extrativismo vegetal. Com a possibilidade da “Estrada do Pacífico”, integrando esta região aos países vizinhos, há grande esperança no crescimento econômico do município, principalmente a partir de iniciativas como o abatedouro de aves que está sendo implementado às margens da estrada. Nos finais de semana a cidade recebe um grande fluxo de turistas que vão fazer compras na Zona Franca de Cobija. O município ocupa o sexto lugar em número de população e o décimo quarto em tamanho de área. Brasiléia limita-se ao norte e a leste, com o município de Xapuri; ao sul, com a Bolívia; a oeste, com o município de Assis Brasil; a noroeste, com o município de Sena Madureira e a sudeste, com o município de Epitaciolândia.

Plácido de Castro

No início do século XX, logo após a Revolução Acreana, a região do atual município de Plácido de Castro era um local de refúgio e encontro de foragidos da lei. No período em que Plácido de Castro exerceu a função de Prefeito Departamental do Alto Acre 1906-07, ele chamava a atenção em seus relatórios, para a necessidade de ali fundar um povoado que acabasse com essa situação. O desenvolvimento da localidade veio depois, nos anos de 1940 e 1950, com a abertura efetivada da estrada que ligou Rio Branco, Quinari e Plácido de Castro.

O município foi fundado em março de 1963, onde anteriormente se localizava a colocação Pacatuba, do Seringal São Gabriel.

O povoado cresceu por ocupar uma posição estratégica, onde eram vendidas as riquezas produzidas em toda região banhada pelo Rio Abunã, como borracha e castanha, através da troca de mercadorias. Em 1922, o local do importante entreposto comercial foi batizado com o nome de Plácido de Castro, em homenagem ao grande herói da Revolução Acreana.

A sede municipal está localizada na fronteira com a Bolívia, à margem esquerda do Rio Abunã que separa o Brasil da Bolívia. O principal meio de acesso ao município é através da rodovia AC-40, pela qual a cidade recebe muitos turistas nos finais de semana. A economia local baseia-se na pecuária de corte e leiteira, serrarias, indústria de movelaria, atividade turística, agricultura e o extrativismo vegetal, com destaque para a castanha do Brasil. O município possui ainda o Parque Ecológico de Plácido de Castro que é uma área de preservação municipal com 34 hectares, criado para abrigar os 113 gêneros de árvores catalogadas no seu interior. O local que abrigava árvores de grande porte, como castanheiras, seringueiras, patoás, cacau silvestre e mogno, teve sua área queimada com a invasão do fogo no ano de 2005.

A localidade boliviana vizinha se chamava Vila Montevidéu e possuía uma área de zona franca, onde se concentravam lojas de produtos importados. Após um grande incêndio em 2007, a vila com sua zona franca muito visitada por compradores brasileiros, foi reconstruída em um local rio acima e rebatizada de vila Evo Morales. O nome homenageia o presidente boliviano, que enviou ajuda para a reconstrução e demonstrou solidariedade aos moradores, sendo o primeiro presidente boliviano a visitar a vila.

O município possui a oitava população do estado e o décimo nono lugar em extensão territorial.

Plácido de Castro limita-se ao norte e noroeste com o município de Senador Guiomard, ao sul com a República da Bolívia, a leste com o município de Acrelândia, a oeste com o município de Capixaba.

Senador Guiomard

O município de Senador Guiomard localiza-se hoje onde já foi a antiga Colocação Quinarizinho. Em 1947, o local transformou-se em Vila Grande Quinari e em 1° de março de 1963, passou a ser um município. A origem do nome Quinari pode ser creditada a uma árvore de uso medicinal chamada de Quina-Quina ou Quinarana, de cuja casca tradicionalmente se faz chá para combater a malária, ou aos dois igarapés do município que levam esse nome (Quinari e Quinari Grande).

No ano de 1976, o nome do local mudou para Senador Guiomard. Este nome é uma homenagem ao autor do projeto de lei que elevou o Acre a condição de Estado, o ex-senador da República e ex-governador do Acre José Guiomard dos Santos. Apesar da mudança, o município ainda é chamado de Quinari por grande parte da população. O acesso terrestre à sede municipal de Senador Guiomard se dá através das rodovias AC-40, BR 364 e BR 317.

O município possui a 7ª maior população do Acre e ocupa o 18º lugar em extensão territorial. Sua economia está baseada na agricultura, pecuária e em um pequeno parque industrial. O símbolo da economia de Senador Guiomard é o amendoim, cujo plantio no município é fruto da migração de algumas famílias japonesas que se instalaram no povoado na década de 1950.

Senador Guiomard limita-se ao norte com o estado do Amazonas; ao sul e a oeste, com o município de Rio Branco; a leste, com o município de Plácido de Castro e a nordeste, com o município de Acrelândia.

Bujari

O município situa-se às margens da BR 364 e sua origem está relacionada ao comércio e ao extrativismo vegetal. Bujari era uma colocação de seringa pertencente ao seringal Empreza, atual cidade de Rio Branco. A urbanização ocorreu paralelamente à construção do trecho da BR 364 entre Rio Branco e Sena Madureira. A localidade, elevada a distrito de Rio Branco em 1979, foi se estabelecendo aos poucos nas margens da rodovia. Com ajuda do exército foi transferida a infra-estrutura básica para um terreno a 500 metros da rodovia.

A elevação a município ocorreu com assinatura de seu decreto de criação no dia 28 de abril de 1992 e oficializado em 1º de janeiro de 1993 com a posse dos Poderes Executivo e Legislativo do município. A sede municipal do Bujari fica a 21 quilômetros da capital Rio Branco. Sua área é cortada por dois rios: o Antimari e o Andirá, que são de suma importância para a vida da população que vive nas suas margens.

Bujari possui hoje a décima nona população do Estado e ocupa o décimo sexto lugar em tamanho de área. A economia local baseia-se no comércio, no extrativismo vegetal, na pecuária e na agricultura de subsistência, com destaque para a piscicultura e a produção de hortaliças. Bujari limita-se ao norte, com o estado do Amazonas; ao sul, com o município de Rio Branco; a leste, com o município de Porto Acre e a oeste, com o município de Sena Madureira.

Mâncio Lima

Mâncio Lima situa-se às margens do rio Moa e originou-se do povoado Japiim, referência ao nome de uma ave que se aninha nos buritizais da região. Este povoado se localizava dentro do Seringal Barão, de propriedade do Coronel Mâncio Lima. Em 1913, foi transformado em vila e em 1° de março de 1963 foi elevado à categoria de município, passando a exercer a autonomia política a partir de 14 de maio de 1976. O atual nome da localidade refere-se ao seu fundador, o coronel Mâncio Lima que foi uma das principais lideranças políticas do Juruá e um dos líderes da Revolta Autonomista que ocorreu em Cruzeiro do Sul, em 1910.

Atualmente, o município de Mâncio Lima é o décimo mais populoso do Acre e possui a décima maior extensão territorial.

A economia local possui uma forte ligação com Cruzeiro do Sul por via terrestre e também com a cidade de Rio Branco, no período seco, através da BR 364. O município já foi um grande produtor de café e concentra suas atividades produtivas na agricultura, com destaque para a mandioca. Desta mandioca de qualidade excepcional é feita grande parte da famosa “farinha de Cruzeiro do Sul”, conhecida nas outras regiões por sua excelência.

Mâncio Lima limita-se ao norte, com o estado do Amazonas; ao sul e a oeste, com a República do Peru; a leste, com o município de Rodrigues Alves e a nordeste, com o município de Cruzeiro do Sul.

Rodrigues Alves

O município de Rodrigues Alves situa-se na margem esquerda do rio Juruá, e originou-se nas terras do antigo Seringal Buritizal, que depois mudou de nome para Florianópolis. Por volta de 1940, transformou-se na “Colônia Rodrigues Alves” e em 1960, ficou sendo uma Vila de Cruzeiro do Sul. A Vila recebeu esse nome em homenagem ao ex-presidente da república Francisco de Paula Rodrigues Alves, que enviou o Barão de Rio Branco como ministro das Relações Exteriores para resolver a Questão do Acre, com a Bolívia e o Peru.

No dia 28 de abril de 1992, o município de Rodrigues Alves foi desmembrado de Cruzeiro do Sul e Mâncio Lima. O decreto de criação foi assinado pelo governador Edmundo Pinto e sua implementação ocorreu com a posse dos poderes Executivo e Legislativo em 1° de janeiro de 1993.

A economia de Rodrigues Alves baseia-se no extrativismo vegetal, principalmente da madeira, além da agricultura de subsistência e da pecuária em pequena escala. A economia local possui uma forte ligação com Cruzeiro do Sul. O município possui a décima quarta maior população do Estado e ocupa o décimo quinto lugar em extensão territorial.

Rodrigues Alves limita-se ao norte com o município de Mâncio Lima; ao leste e ao sul, com o município de Cruzeiro do Sul e a oeste, com a república do Peru.

Porto Walter

O município de Porto Walter originou-se da antiga Vila Humaitá pertencente a Cruzeiro do Sul, transformada em Município em 28 de abril de 1992, quando foi assinado o seu decreto de criação pelo governador Edmundo Pinto. Passou a funcionar somente em 1° de janeiro de 1993, quando os poderes Executivo e Legislativo tomaram posse.

Entretanto, o aniversário da cidade é comemorado no dia 25 de junho porque foi nessa data que o Coronel Absolon Moreira fixou residência e começou a desbravar o local. Seus primeiros habitantes eram, em sua maioria, de diversas etnias indígenas. A eles foram se somando os nordestinos brasileiros que ali se estabeleceram no decorrer do Ciclo da Borracha.

O nome do município foi dado em homenagem ao antigo morador do lugar o senhor Walter de Carvalho, que exerceu a função de delegado de polícia por certo tempo. As tradições de seus habitantes originais podem ser apreciadas na culinária local, com pratos típicos elaborados a partir da mandioca.

Porto Walter situa-se às margens do rio Juruá na confluência com o rio Humaitá, sendo as vias aérea e fluvial os únicos meios de acesso para se chegar ao município. Sua economia está baseada no extrativismo vegetal, principalmente do látex e da madeira, além da prática da agricultura de subsistência e da pecuária. A cidade ocupa a décima sétima posição em população e ocupa o oitavo lugar em extensão territorial no Estado.

Porto Walter limita-se ao norte com o município de Cruzeiro Sul; ao sul, com o município de Marechal Thaumaturgo; a leste, com o município de Tarauacá e a oeste, com a República do Peru.

Marechal Thaumaturgo

O município de Marechal Thaumaturgo originou-se do Seringal Minas Gerais. Em 1904, foi palco de vários conflitos armados entre forças da República Federativa do Peru e seringueiros brasileiros. Após a assinatura do Tratado de Petrópolis, que resolveu a questão com a Bolívia, houve pressão por parte dos peruanos para que os brasileiros comprassem as terras até então habitadas por eles. Esta situação só foi resolvida com a assinatura do Tratado do Rio de Janeiro, em 1909, entre Brasil e Peru.

O município foi criado em 28 de abril de 1992, tendo sido emancipado em 1° de janeiro de 1993, a partir de um desmembramento de Cruzeiro do Sul. O seu nome é uma homenagem ao militar Gregório Thaumaturgo de Azevedo, que fundou a cidade de Cruzeiro do Sul e foi prefeito do Alto Juruá após a anexação do Acre ao Brasil, com o Tratado de Petrópolis de 1903.

A sede municipal situa-se à margem esquerda do Rio Juruá, na foz do rio Amônia. Os transportes fluvial e aéreo são os únicos meios de acesso a Marechal Thaumaturgo. O município possui uma forte relação econômica com Cruzeiro do Sul, através do rio Juruá.

Marechal Thaumaturgo possui a décima terceira maior população do Estado e o sétimo lugar em extensão territorial. Sua economia está baseada no extrativismo vegetal, na agricultura de subsistência e na pecuária. Os agricultores da região costumam cultivar as praias dos rios Juruá, Amônia e Arara com feijão, macaxeira, batata-doce, amendoim e melancia.

O município limita-se ao norte, com Tarauacá e Porto Walter; ao sul e a oeste com a república do Peru; a leste com o município de Jordão.

Tarauacá

O município de Tarauacá originou-se do seringal Foz do Murú que foi criado na confluência do rio Tarauacá com o rio Murú. Com o passar do tempo, o local se transformou em povoado. Em 1907, o povoado foi transformado em vila e batizado de Seabra, nome do Ministro da Justiça e Interior da época. Em 1912, Tarauacá passou a ser município e recebeu o nome atual, em homenagem ao rio que banha a cidade. Tarauacá também é conhecida como a “terra do abacaxi gigante” porque o fruto produzido na região chega a pesar até 15 quilos.

O acesso terrestre a Tarauacá durante o período chuvoso é muito difícil, pois a BR 364 para Rio Branco fica intrafegável. Neste período, a cidade é acessível somente por transporte aéreo e fluvial. Ela possui uma forte ligação econômica com o município de Feijó, pois o trecho da BR 364 entre os dois municípios é asfaltado. As principais atividades econômicas praticadas são: a pecuária, a agricultura e o extrativismo vegetal.

Tarauacá possui a quarta maior população do Estado e ocupa o terceiro lugar em extensão territorial. Limita-se ao norte com o estado do Amazonas; ao sul, com o município de Jordão; a leste, com o município de Feijó; a oeste, com os municípios de Cruzeiro do Sul e Porto Walter e a sudoeste, com o município de Marechal Taumaturgo.

Jordão

Jordão é um município “novo” localizado na confluência do rio Tarauacá com o rio Jordão, tendo sido criado em 28 de abril de 1992 e oficializado no dia 1° de Janeiro de 1993. Seu nome homenageia o rio que banha a cidade, sendo que a sua criação resultou do desmembramento do município de Tarauacá.

Ele é um dos municípios mais isolados do Estado, pois não possui acesso terrestre para os municípios vizinhos.

O acesso se faz somente por via fluvial, em média cinco dias de barco, ou por via aérea. Por isso, Tarauacá desempenha um importante papel para a economia de Jordão, pois se destaca como grande fornecedor de mercadorias para o município.

O município ocupa a vigésima primeira posição em população no Estado e o décimo primeiro lugar em área. As atividades econômicas desenvolvidas são: a pecuária, a agricultura de subsistência e o extrativismo vegetal. Jordão tem praticamente toda a sua cobertura florestal preservada.

Os limites do município são ao norte, com Tarauacá; ao sul, com a república do Peru; ao leste, com Feijó e a oeste, com Marechal Thaumaturgo.

Feijó

A sede atual do município de Feijó originou-se do antigo seringal “Porto Alegre”. Fundada como Vila em 3 de maio de 1906, a cidade se tornou município e passou a exercer sua autonomia política pelo Decreto Lei n° 968 de 21 de dezembro de 1938, assinado pelo governador Epaminondas de Oliveira Martins (no entanto a data citada no brasão do município é 1939). Seu nome é uma homenagem ao padre Diogo Antônio Feijó. A sede municipal encontra-se na margem direita do rio Envira.

Os habitantes de Feijó enfrentam muita dificuldade no período chuvoso pela falta de pavimentação da BR 364 que liga esse município à capital do Estado. Por isso, os transportes fluviais e aéreos são muitos utilizados durante esta época do ano. Atualmente, Feijó tem a quinta maior população do Acre e é o primeiro em extensão territorial. Em Feijó, as principais atividades desenvolvidas são: a agropecuária e o extrativismo vegetal principalmente com a exploração de madeira e a coleta de frutas silvestres como o açaí. Dentro da Regional Tarauacá-Envira, Feijó se destaca como centro polarizador da economia local.

Feijó limita-se ao norte, com o estado do Amazonas; ao sul, com o Peru; a leste, com os municípios de Santa Rosa do Purus e Manuel Urbano e a oeste, com os municípios de Tarauacá e Jordão.

Santa Rosa do Purus

O Município situa-se na margem direita do rio Purus e foi desmembrado de Manuel Urbano quando se transformou em município no dia 28 de abril de 1992. Sua implementação só aconteceu a partir do dia 1° de janeiro de 1993 quando o prefeito, vice-prefeito e vereadores tomaram posse de seus respectivos cargos. Seu nome faz referência aos rios Santa Rosa e Purus que banham a localidade.

Em 1904, a região onde hoje se localiza o município de Santa Rosa do Purus também foi palco de confronto entre brasileiros e peruanos, em razão da falta de demarcação de limites. Estes limites foram estabelecidos somente a partir da Expedição de Euclides da Cunha à região em 1905, tendo definido Santa Rosa do Purus como ponto terminal da ocupação brasileira no rio Purus e dando origem ao Tratado do Rio de Janeiro de 1909, entre Brasil e Peru.

O acesso ao município é feito por via fluvial através do Rio Purus e aéreo em aeronaves de pequeno porte. Por conta do isolamento, a localidade possui uma forte dependência econômica do município de Sena Madureira. As principais atividades econômicas desenvolvidas em Santa Rosa são o extrativismo vegetal de borracha e madeira, a agricultura de subsistência, a pecuária extensiva e a pesca.

O município possui a menor população do Acre e ocupa o nono lugar em extensão territorial.

Santa Rosa do Purus limita-se ao norte com os municípios de Manuel Urbano e Feijó; ao sul, com a República do Peru; a leste, com o município de Manuel Urbano e a oeste, com o município de Feijó.

Manuel Urbano

A sede municipal de Manuel Urbano originou-se da Colocação Tabocal. Depois seu nome mudou para Vila Castelo, devido ao navio Castelo que ficou encalhado no rio Purus, durante um período de seca aguardando a cheia do rio para regressar ao porto de Belém.

Em 14 de maio de 1976, a localidade foi desmembrada do município de Sena Madureira e transformou-se em município e recebeu o nome de Manuel Urbano em homenagem ao grande explorador do rio Purus, Manuel Urbano da Encarnação.

Manuel Urbano da Encarnação foi diretor de índios nomeado pelo governador do Amazonas para o rio Purus e seus afluentes. Entre as décadas de 1850 e 1860, ele desempenhou essa função, percorrendo os diversos rios deste vale, tornando-se seu verdadeiro descobridor. Apesar de não saber ler e escrever, era um homem de grande inteligência que soube conquistar a confiança de diversos povos indígenas da região. Assim ele preparou o terreno para o Ciclo da Borracha que se iniciou no Estado, a partir de 1880. Manuel Urbano da Encarnação tornou-se uma figura lendária dos rios Acre e Purus.

O município está situado à margem esquerda do Rio Purus. O acesso a Manuel Urbano é feito por via terrestre pela BR 364, que tem tráfego normal somente no período seco. Por via fluvial, o município é acessível pelo rio Purus e por via aérea, somente por aeronaves de pequeno porte.

Este município ocupa no Estado, o quarto lugar em extensão territorial e o décimo oitavo em população. A maioria dos produtos industrializados vem de Sena Madureira. O extrativismo vegetal da borracha é a atividade econômica mais importante desenvolvida pelo município, onde se tem a prática da agricultura de subsistência e a pecuária.

Manuel Urbano limita-se ao norte, com o estado do Amazonas; ao sul e a leste, com o município de Sena Madureira; a oeste, com o município de Santa Rosa do Purus; a noroeste, com o município de Feijó e a sudoeste, com a república do Peru.

Assis Brasil

A sede do município de Assis Brasil localiza-se no local onde ficava o antigo seringal Paraguassu, à margem esquerda do rio Acre. Este seringal foi fundado por três irmãos maranhenses, chegados em 1908, destacando-se pelas benfeitorias ali instaladas, como luz elétrica, telefone e um pequeno alambique. Em 1958, o seringal foi elevado à categoria de Vila e seu nome mudou para Vila Assis Brasil, em homenagem ao secretário do Ministro das Relações Exterior Barão do Rio Branco, Francisco de Assis Brasil. Ele recebeu essa homenagem pelos serviços prestados nas ações diplomáticas com o Bolivian Syndicate que permitiram chegar a um acordo com a Bolívia para anexar o Acre ao Brasil.

A transformação em município ocorreu a partir do desmembramento de Brasiléia. A data de sua fundação é 1º de março de 1963, porém só obteve autonomia municipal em 14 de maio de 1976. Assis Brasil também é conhecida como a cidade das “Três fronteiras” por estar em território brasileiro e de fazer limite com os vizinhos, Peru e Bolívia. Assis Brasil ocupa o vigésimo primeiro lugar em número de população e o décimo terceiro em extensão territorial.

O município possui uma forte ligação com a cidade vizinha de Brasiléia, Iñapari (do lado peruano) e a Zona Franca de Cobija na Bolívia. O município tem como atividades principais o comércio, a agricultura de subsistência, a pecuária e o extrativismo vegetal.

Assis Brasil limita-se ao norte, com o município de Sena Madureira; ao sul, com o Peru e a Bolívia; a leste, com o município de Brasiléia e a oeste, com o Peru.

Epitaciolândia

O município de Epitaciolândia recebeu esse nome em homenagem ao ex-presidente da república Epitácio Pessoa. A sede municipal foi fundada nas terras do antigo seringal Bela Flor, que já havia se tornado um bairro de Brasiléia. O decreto de criação do município foi assinado no dia 28 de abril de 1992 pelo governador Edmundo Pinto, mas foi só em 1° de janeiro de 1993 que o município se emancipou politicamente e o prefeito e os vereadores tomaram posse de seus respectivos cargos. Sua sede municipal situa-se na margem direita do rio Acre. O Município abriga marcos de fronteira que foram estabelecidos para esclarecer os limites com a Bolívia, após os combates sangrentos da Revolução Acreana nas margens do igarapé Bahia.

O município possui uma forte ligação econômica com a cidade vizinha de Cobija (Bolívia) através da ponte do igarapé Bahia e mantém um grande intercâmbio comercial com a vizinha Brasiléia, através de uma ponte sobre o rio Acre. O município aguarda a implantação de uma Área de Livre Comércio aprovada pelo Governo Federal, englobando também o município de Brasiléia. Epitaciolândia ocupa o décimo segundo lugar em número de população e o vigésimo segundo lugar em tamanho de área, sendo o menor município do Estado do Acre.

As principais atividades econômicas desenvolvidas no município são: o comércio em pequena escala, a indústria madeireira e moveleira, a agricultura de subsistência e uma crescente atividade pecuarista. Epitaciolândia limita-se ao norte, com o município de Xapuri; ao sul e a leste, com a Bolívia e a oeste, com o município de Brasiléia.

Porto Acre

Durante o domínio boliviano sobre a região, Porto Acre, que se chamava Puerto Alonso (nome que homenageava o presidente da Bolívia na época), já abrigou um posto alfandegário boliviano, que foi motivo de revolta dos seringalistas brasileiros. Por isso, Porto Acre foi o principal foco da Revolução Acreana em suas diversas etapas. Em 1899, se tornou palco de diversos acontecimentos como a 1ª Insurreição Acreana, a fundação da República de Galvez em 14 de julho de 1899 (quando passou a se chamar Cidade do Acre), foi destino da Expedição dos Poetas em 1900. Em 24 de janeiro de 1903, assistiu o término da Revolução Acreana com a grande vitória final comandada por Plácido de Castro, que marcou a tomada destas terras definitivamente pelos brasileiros. Ainda hoje, em muitos dos quintais podem ser encontrados as marcas e vestígios dessa época conturbada, como garrafas de bebidas importadas, cartuchos de fuzil e diversos outros materiais. Estes objetos, que testemunharam a luta do povo acreano, estão reunidos na Memória de Porto Acre, espaço aberto à visitação pública.

Os conflitos entre bolivianos e brasileiros terminaram com o Acre anexado ao Brasil em 1903 e a cidade rebatizada para Porto Acre. Ficaram as trincheiras da Revolução Acreana e algumas construções históricas do período áureo da borracha. No Seringal Bom Destino está parte deste patrimônio histórico, que mantém viva a memória das origens do Estado do Acre.

O rio Acre, que banha a cidade, serviu de via de acesso aos seringueiros e seringalistas brasileiros ainda serve aos ribeirinhos e moradores de suas margens para a circulação de mercadorias e pessoas. Durante o período seco, suas praias de areias férteis são usadas para o cultivo de melancia, banana, hortaliças, mandioca e outras culturas de subsistência.

Porto Acre foi desmembrado do município de Rio Branco e elevado à categoria de município em 28 de abril de 1992 e passou a funcionar em 1° de janeiro de 1993, quando o prefeito e os vereadores tomaram posse. O seu acesso pode ser feito por via fluvial pelo rio Acre e terrestre através da rodovia AC-010 que corta o município.

No Estado, Porto Acre ocupa o décimo primeiro lugar em população e a décima sétima posição em área. Sua economia está baseada no extrativismo vegetal da borracha, beneficiamento da castanha e madeira, pecuária em pequena escala, produtos hortifrutigranjeiros e o comércio em geral.

Porto Acre limita-se ao norte, com o estado do Amazonas; ao sul, com os municípios de Bujari e Rio Branco; a leste, com o município de Senador Guiomard e a oeste, com o município de Bujari.

Acrelândia

Este município surgiu a partir de Projetos de Assentamento na década de 1980, com o desmembramento dos vizinhos Plácido de Castro e Senador Guiomard. Seu decreto de criação foi assinado no dia 28 de abril de 1992 e oficializado como município em 1° de janeiro de 1993.

A Companhia Estadual de Colonização (COLONACRE) implantou no local, o antigo Projeto de Colonização Redenção I e a Vila Redenção. Posteriormente foi construída a cidade, cuja população é constituída principalmente por famílias que migraram de outras regiões do país. A sede municipal de Acrelândia está situada às margens da rodovia AC 475, a 105 quilômetros da capital Rio Branco.

Atualmente, o município ocupa o 15º lugar em número de habitantes no Estado e a 20ª posição em tamanho de área. Ele destaca-se com a produção de culturas como o café, cacau, banana, algodão; além da pecuária, do extrativismo vegetal da produção de madeira manejada.

Acrelândia limita-se ao norte, com os estados do Amazonas e Rondônia; ao sul e a sudoeste, com o município de Plácido de Castro; a leste, com a República da Bolívia e a oeste, com o município de Senador Guiomard.

Capixaba

Capixaba formou-se a partir da antiga Vila Gavião originária do Seringal Gavião. Gavião denominava não só um seringal, mas um dos “campos nativos” de que temos notícias desde a época do povoamento no primeiro Ciclo da Borracha. No final do século XIX e início do XX, este campo denominado de Gavião teve um papel fundamental junto com outros (como o Esperança, Palmares, Central, da Cobra, do Capatará, etc.), porque viabilizou o estabelecimento de uma rota comercial que trazia gado da Bolívia (da região do rio Beni) que era invernado nestes locais, e depois vendido para diversos seringais acreanos, possibilitando o abastecimento de “carne verde” como se dizia na época. Essa rota comercial do gado boliviano pode ter exercido papel fundamental na economia do Vale do Acre, principalmente para Rio Branco.

O nome de Capixaba surgiu por causa de uma família de imigrantes do Espírito Santo que chegou ao Acre na década de 1970 e instalou uma serraria na vila Gavião. A partir do surgimento desta referência, as pessoas que queriam ir até a localidade, chamavam-na de serraria Capixaba. A localidade cresceu com a falência dos seringais nativos, pois passou a receber a população que abandonava a atividade de extração do látex. Assim, surgiu a Vila e depois a sede municipal. No dia 28 de abril de 1992, o Governador Edmundo Pinto assinou o decreto de criação do município, quando este foi desmembrado dos municípios de Rio Branco e Xapuri. Em 1° de janeiro de 1993, os Poderes Executivo e Legislativo tomaram posse e o município foi implementado.

O município possui a décima sexta população do Estado e ocupa o vigésimo primeiro lugar em área. Sua economia gira em torno do extrativismo vegetal, da madeira, da castanha do Brasil, da pecuária, da agricultura de subsistência e do cultivo de cana para a usina de álcool que se instalou no município. Capixaba limita-se ao norte e nordeste, com o município de Rio Branco; ao sul, com a Bolívia; a leste, com o município de Plácido de Castro e a Bolívia e a oeste, com o município de Xapuri. (Fonte: Governo do Estado do Acre)

Última atualização (Qua, 10 de Março de 2010 17:14)